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quinta-feira, 3 de novembro de 2011


Anfetaminas e adolescentes: riscos irreversíveis



Fontes: Science Daily, 3 de novembro de 2011
Imagem: murall.com.br
via twitter Mind Hacz
O uso das Anfetaminas pelos adolescentes pode causar danos permanentes no cérebro e no comportamento.
Um estudo revelado pelo The International  Journal of Neuropsychopharmacology, realizado pela investigadora Dra. Gabriella Gobbi e equipa, na  McGill University Health Centre,  afirma que esta substância pode causar desequilíbrios neurobiológicos e de comportamento.  Os efeitos persistem na vida adulta, mesmo que os indivíduos já não consumam drogas.

Ler o texto original AQUI.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010


Adolescentes: serão os "pares" determinantes nos seus comportamentos?




A actividade_2, Identidade Social na Adolescência trouxe um importante contributo para todos os que lidam com adolescentes, em casa ou na escola, e sentem que se trata de um tema que lhes escapa dos dedos, tal como nos acontece com qualquer adolescente que se preze.  Já todos sabíamos,  mas nunca é de mais lermos sobre esta realidade, que todo o ser humano passa pela fase da rebeldia, da contestação e da irreverência, em relação a um poder instituído, mesmo que com graus diferentes de intensidade!
Para esta actividade tivemos de ler alguns textos para nos documentarmos.  O texto de leitura complementar: "A construção da identidade em adolescentes: um estudo exploratório" in Estudos de Psicologia,  de Schoen-Ferreira, Aznar-Faria e Silvares (2003), faz reflexão sobre algumas conclusões a que chegaram outros investigadores sobre este tema, visto sob diferentes perspectivas, mas sempre numa visão de que a adolescência é, para os ocidentais, um processo de construção da sua personalidade e da sua afirmação.
Segundo Zacarés (1997), no texto citado, "a  identidade desenvolve-se durante todo o ciclo vital, mas é no período da adolescência que ocorrem as transformações mais significantes".  Segundo o autor "é a primeira etapa da vida em que estão reunidos todos os ingredientes para a construção de uma identidade pessoal"(Schoen-Ferreira, Farias e Silvares, 2003). Mas a construção de uma identidade não é tarefa fácil para o adolescente. E, por essa razão,  os adultos com quem ele priva, em casa, ou na escola, precisam de entender estes processos de crescimento. 
Faz sentido, sobretudo na nossa sociedade, falar em processos de crescimento e em construção de uma identidade.  Ao contrário de sociedades mais ritualizadas na passagem da adolescência ao estado adulto, a nossa sociedade parece que "retarda" a entrada na vida adulta.  Tanto assim, que , para nós, mesmo com 19, 20 ou 21 anos, os jovens continuam a vivenciar processos de construção e de afirmação das suas identidades.
O texto fala-nos da influência dos "pares".  Para os pais, principalmente, os pares dos filhos parece estar na origem dos seus problemas.  Na verdade, o adolescente tende a tornar-se ou a ser o que os seus pares fazem ou são.  Mas, nada mais errado pensar que "os pares" são determinantes no comportamamernto dos filhos.
Molpeceres e Zacarés (1999) consideram o grupo de pares constituído na adolescência como "um laboratório social". As relações igualitárias e recíprocas permitem a exploração de diversos tipos de comportamento, favorecendo o desenvolvimento do adolescente.
Contudo, a família tem um grande medo de que os amigos "levem o adolescente para o mau caminho" . Mas o texto em apreço explica: " Segundo Papalia e Olds (2000), os pares realmente exercem forte influência, mas em geral os adolescentes não "caem" num grupo de amigos,   tendem, sim,  a escolher as amizades que sejam como eles próprios, influenciando-se mutuamente, tornando-se mais parecidos. 
Os adolescentes associam-se a grupos que compartilham os seus valores, atitudes e comportamentos.

Schoen-Ferreira, T.; Aznar-Faria, M.; Silvares, M. (2003) A construção da identidade em adolescentes: um estudo exploratório in Estudos de Psicologia, 8(1), pp. 107-115, acedido a 02-02-2010, em  http://www.moodle.univ-ab.pt/moodle/file.php/3829/Schoen-Ferreira_et_al_2003_.pdf